10 Sites que Aceitam Bitcoin como Pagamento (Brasil e

Brasília ganha loja física de Bitcoin SP e Florianópolis são as próximas

A BitcoinToYou, única empresa com lojas físicas do Brasil a realizar transações entre o real e a moeda virtual, inaugurou seu segundo estabelecimento no país ontem (21), em Brasília. A primeira a comercializar bitcoins foi aberta em Curitiba, em junho do ano passado, e as próximas deverão ser em São Paulo e Florianópolis, ainda este ano, segundo a empresa.
O que é
A unidade monetária Bitcoin (BTC) é uma moeda online que não possui uma gerência central, tendo seus valores descentralizados a partir de transações por rede de compartilhamentos P2P (ponto-a-ponto). Por também não depender de intermediários financeiros, como bancos e instituições reguladoras como o Banco Central, as transações não contam com impostos e possuem taxas menores de transação.
De acordo com o dono da BitcoinsToYou, André Horta, a abertura da loja em Brasília promete ser lucrativa uma vez que a cidade divide com São Paulo o mérito de ser um dos locais com maior volume real de movimentação da moeda no Brasil. Se cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte também possuem grande número de adeptos da moeda, ainda ficam atrás no quesito de valores movimentados.
Para Adriano Zanella, o franqueado da nova loja, o objetivo é oferecer um espaço seguro com troca de ideias e informações entre funcionários e clientes, aumentando assim o nível de confiança dos brasileiros na moeda virtual.
Se hoje os principais compradores do bitcoin são pessoas que realizam trocas de câmbio para viagens internacionais e usuários de lojas online, a proposta do BitcoinToYou é estimular o comércio convencional a adotar a carteira de bitcoins, assim como já acontece em outras cidades e países. Dell, Amazon, Microsoft e BestBuy são algumas das marcas que aceitam pagamentos com a moeda.
A bolsa de Nova York, coincidentemente, acabou de adotar uma taxa de conversão entre bitcoins e dólares, com a justificativa de interesse dos seus negociantes pela cotação da moeda eletrônica.
A loja de Brasília, assim como a de Curitiba, vende cartões pré-pagos e aceita compras através de dinheiro e transferência bancária. Os donos também estudam a possibilidade da venda de bitcoins através de cartão de crédito, adotando até opção de parcelamento.
Além disso, será possível que comerciantes locais recebam em bitcoins e troquem a transação rapidamente por reais, aproveitando as altas e baixas da moeda sem se submeter a prazos e taxas das operadoras de crédito.
Como investir em Bitcoins e por quê? Veja no Fórum do TechTudo.
Sobre o risco, Adriano não tem dúvida de que se encontra em um negócio seguro e promissor. “No Brasil não é muito comum porque a gente não vê acontecendo, mas várias empresas de sucesso já adotam a transação em bitcoins, que vai ganhando espaço no futuro”, diz ele.
Segurança garantida
André Horta atenta para os cuidados com a segurança do sistema da loja, que possui servidores na Califórnia e na Flórida, além de investimentos em criptografia, certificado SSL e outros métodos que os próprios bancos usam, como autenticação de dois fatores e replicação de dados.
Além disso, há uma reserva de 90% dos valores em poder da empresa em paper wallet, uma garantia física de que a moeda digital não se perderá com uma invasão de software, por exemplo. “Hoje é uma técnica conhecida no mundo todo, todas as exchanges de ponta já usam”, explica André.
Apesar da alta volatilidade do bitcoin, que chega a variar cerca de R$ 30 a R$ 40 por dia, o saque dos valores adquiridos é imediato, de acordo com Adriano, o que aumenta a confiabilidade no sistema. Hoje com uma cotação de 1 bitcoin para cada R$ 758,74, o bitcoin já chegou a variar de US$ 200 a mais de US$ 1.000 em um período de alta na cotação. Os primeiros compradores do sistema, que foi criado em 2009, hoje são milionários.
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GLOBO.com Brasília ganha loja física de Bitcoin; SP e Florianópolis são as próximas

A BitcoinToYou, única empresa do Brasil a realizar transações entre o real e a moeda virtual, inaugurou sua segunda loja física no país ontem (21), em Brasília. A primeira a comercializar bitcoins foi aberta em Curitiba, em junho do ano passado, e as próximas deverão ser em São Paulo e Florianópolis, ainda este ano, segundo a empresa.
A unidade monetária Bitcoin (BTC) é uma moeda online que não possui uma gerência central, tendo seus valores descentralizados a partir de transações por rede de compartilhamentos P2P (ponto-a-ponto). Por também não depender de intermediários financeiros, como bancos e instituições reguladoras como o Banco Central, as transações não contam com impostos e possuem taxas menores de transação.
De acordo com o dono da BitcoinsToYou, André Horta, a abertura da loja em Brasília promete ser lucrativa uma vez que a cidade divide com São Paulo o mérito de ser um dos locais com maior volume real de movimentação da moeda no Brasil. Se cidades como Rio de Janeiro e Belo Horizonte também possuem grande número de adeptos da moeda, ainda ficam atrás no quesito de valores movimentados.
Para Adriano Zanella, o franqueado da nova loja, o objetivo é oferecer um espaço seguro com troca de ideias e informações entre funcionários e clientes, aumentando assim o nível de confiança dos brasileiros na moeda virtual.
Se hoje os principais compradores do bitcoin são pessoas que realizam trocas de câmbio para viagens internacionais e usuários de lojas online, a proposta do BitcoinToYou é estimular o comércio convencional a adotar a carteira de bitcoins, assim como já acontece em outras cidades e países. Dell, Amazon, Microsoft e BestBuy são algumas das marcas que aceitam pagamentos com a moeda.
A bolsa de Nova York, coincidentemente, acabou de adotar uma taxa de conversão entre bitcoins e dólares, com a justificativa de interesse dos seus negociantes pela cotação da moeda eletrônica. A loja de Brasília, assim como a de Curitiba, vende cartões pré-pagos e aceita compras através de dinheiro e transferência bancária. Os donos também estudam a possibilidade da venda de bitcoins através de cartão de crédito, adotando até opção de parcelamento.
Além disso, será possível que comerciantes locais recebam em bitcoins e troquem a transação rapidamente por reais, aproveitando as altas e baixas da moeda sem se submeter a prazos e taxas das operadoras de crédito.
Sobre o risco, Adriano não tem dúvida de que se encontra em um negócio seguro e promissor. “No Brasil não é muito comum porque a gente não vê acontecendo, mas várias empresas de sucesso já adotam a transação em bitcoins, que vai ganhando espaço no futuro”, diz ele.
Segurança garantida
André Horta atenta para os cuidados com a segurança do sistema da loja, que possui servidores na Califórnia e na Flórida, além de investimentos em criptografia, certificado SSL e outros métodos que os próprios bancos usam, como autenticação de dois fatores e replicação de dados.
Além disso, há uma reserva de 90% dos valores em poder da empresa em paper wallet, uma garantia física de que a moeda digital não se perderá com uma invasão de software, por exemplo. “Hoje é uma técnica conhecida no mundo todo, todas as exchanges de ponta já usam”, explica André.
Apesar da alta volatilidade do bitcoin, que chega a variar cerca de R$ 30 a R$ 40 por dia, o saque dos valores adquiridos é imediato, de acordo com Adriano, o que aumenta a confiabilidade no sistema. Hoje com uma cotação de 1 bitcoin para cada R$ 758,74, o bitcoin já chegou a variar de US$ 200 a mais de US$ 1.000 em um período de alta na cotação. Os primeiros compradores do sistema, que foi criado em 2009, hoje são hoje milionários.
FONTE GLOBO.COM
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Crédito, débito ou bitcoin?

São Paulo - O empresário Rodrigo Souza, de 34 anos, mudou-se para os Estados Unidos em 2008 e colocou seu apartamento em Santos à venda no ano passado. Nada de excepcional, não fosse a única forma de pagamento aceita: bitcoin.
Como mora em outro país, essa é, segundo ele, a melhor maneira de receber o dinheiro sem pagar as altíssimas taxas de remessa ao exterior — que podem chegar a 10% do valor de venda — ou do imposto sobre operações financeiras (IOF), que no fim do ano passado chegou a 6,38%.
Essa transação não é novidade para Rodrigo. Sócio de uma empresa de vídeos publicitários de animação, a MindBug Studios, Rodrigo tem colaboradores espalhados por quatro países. Seus empregados no Brasil e na Argentina recebem o salário em bitcoins.
“Tentei pagá-los via PayPal (serviço online de pagamentos), mas as taxas sequestravam boa parte do dinheiro. Com o bitcoin, eles recebem o salário integral e descontam os impostos nos países onde moram”, diz. Rodrigo também aceita, e até prefere, essa moeda como forma de pagamento pelos serviços prestados por sua empresa. “O dinheiro chega mais rapidamente e eu me livro das taxas”, afirma.
O empresário usa bitcoins principalmente como forma de transferir dinheiro e mantém cerca de 20% do patrimônio na moeda virtual. “Como o valor é muito volátil, prefiro transferir o resto para dólar, por garantia”, explica.
O bitcoin é uma moeda que circula apenas online, sem a regulação de um banco central e com transações encriptadas, ou seja, transmitidas em códigos, para dar segurança ao usuário e manter anônimas suas informações. Cada unidade valia, no início de abril, 446 dólares.
No dia 19 de novembro a moeda havia chegado a 545 dólares. Dez dias depois, estava cotada em 1 023 dólares. Essa instabilidade é um dos principais argumentos dos economistas que afirmam que o “bit­coin é algo mais parecido com loteria do que com moe­da”. A frase é do professor de finanças da FGV Samy Dana.
“Uma moeda precisa armazenar e conservar valor, mas o bitcoin oscila mais de 20% em um único dia”, diz Samy. Outra questão é a falta de uma autoridade monetária. “Não existe uma agência central reguladora. Isso deixa o bitcoin praticamente à margem da lei”, diz o professor de finanças do Ibmec do Rio de Janeiro Nelson de Souza.
Entretanto, há quem defenda que o bitcoin seja a moeda do futuro. No fim do ano passado, Ben Bernanke, então presidente do Federal Reserve, o banco central americano, enviou uma declaração ao Comitê de Segurança Nacional do Senado reconhecendo que o bitcoin “pode ser uma promessa, particularmente se as inovações que ele traz forem capazes de promover um sistema de pagamento mais rápido, seguro e eficiente”.
O Departamento de Justiça americano também emitiu um co­municado oficial informando que as operações com bitcoin são um meio legal de troca. “O Departamento de Justiça reconhece que muitos sistemas monetários virtuais oferecem serviços financeiros legítimos e possuem potencial para promover um comércio global mais eficiente.”
No Brasil, só 52 estabelecimentos estão no coinmap, o mapa que mostra quem aceita bitcoins. Parece pouco, mas esse número dobrou desde o fim do ano passado. O engenheiro da computação de Belo Horizonte Eduardo Camponez, de 33 anos, deve aumentar essa lista.
Ele convenceu uma escola de inglês online a aceitar bitcoins. Eduardo começou a estudar o bitcoin no fim do ano passado e já usou a moeda virtual para comprar em sites como Amazon. Para ele, a principal vantagem dela é ficar livre de intervenções de governos e bancos.
Esse aspecto, no entanto, preocupa autoridades do mundo todo. Um bom exemplo disso foi o que aconteceu em 2010, quando o governo americano tentou fechar o WikiLeaks, site que vazou documentos confidenciais da Casa Branca sobre a guerra no Afeganistão.
Como punição, o governo americano proibiu que bancos e operadoras de cartões de crédito transferissem dinheiro ao site, que vive de doações. Foi então que o WikiLeaks começou a receber doações em bitcoins, que não podem ser bloqueadas nem rastreadas pelas autoridades.
Na rede, é possível visualizar quanto e quando o dinheiro foi transferido, mas as contas que o enviaram e o receberam permanecem anônimas. Com base nessa premissa, Charlie Shrem, criador da BitInstant, empresa de negociação da moeda virtual, foi preso em janeiro, acusado de um esquema de venda de bitcoins para usuários do Silk Road, mercado negro online que vende drogas e armas ilegalmente.
A origem do bitcoin é incerta. Acredita-se que ele tenha sido criado em 2008 por Satoshi Nakamoto, programador japonês de 64 anos radicado nos Estados Unidos. No mês passado, a revista americana Newsweek tentou confirmar a informação, que foi negada por Satoshi.
Mais misteriosa ainda foi a forma como, em fevereiro, a Mt. Gox, maior bolsa para troca de bitcoins no Japão, anunciou que 300 milhões de dólares na moeda virtual foram roubados por hackers. “Fraudes acontecem com qualquer moeda”, diz Eduardo Camponez.
O bitcoin é considerado por seus defensores uma resposta à alta carga tributária e ao excesso de regulação do sistema monetário. “Ela representa uma revolução sem precedentes no sistema bancário mundial”, diz o economista Fernando Ulrich, autor do livro Bitcoin — a Moeda na Era Digital. Já há centenas de criptomoedas criadas a partir do código-fonte do bitcoin.
A ripple, uma delas, já recebeu aportes milionários de investidores como o Google Ventures. Na dúvida, talvez seja bom se acostumar com a ideia de ter uma carteira digital. Ela pode se tornar uma realidade na sua vida num futuro bem próximo.
Entenda como são feitas as transações com essa moeda virtual
O que é: Uma moeda que só circula online, com transações feitas em códigos para proteger a identidade de seus usuários
Bitcoin: As transferências, mesmo que internacionais, são feitas diretamente entre os usuários, sem taxas.
Moeda convencional: Operações com cartões de crédito e débito ou transferências de dinheiro passam pelos bancos.
Como encher a carteira
Vendendo
• Vendendo produtos, em lojas e sites, e aceitando bitcoins em troca.
Comprando
• Comprando a moeda de outras pessoas em sites como LocalBitcoins.com ou em casas de câmbio especializadas.
Minerando
• Resolvendo problemas matemáticos gerados pelo software do bitcoin, usado para autenticar as transações com a moeda na internet. Quem soluciona primeiro os problemas é recompensado com um pagamento em bitcoins pelo serviço prestado aos demais usuários.
Essas pessoas são chamadas de mineradoras, porque “garimpam” seus bitcoins em vez de comprá-los.
Saiba como uma compradora nos Estados Unidos faria para adquirir com bitcoins um par de sapatos de uma loja na Itália e como a operação é validada pelos membros da rede
1 O primeiro passo é criar uma carteira virtual em sites como Coinbase e Multibit. Cada conta dá acesso a uma série de endereços, cada um formado por uma sequência de letras e números.
2 Quando visita um site de compras e decide adquirir um produto em bitcoins, a compradora recebe do vendedor um endereço.
3 O passo seguinte será entrar em sua própria carteira virtual e usar sua assinatura digital — uma espécie de senha — para autorizar a transferência para o endereço gerado pelo vendedor.
4 Cada transação gera um problema matemático, que precisa ser solucionado pelos mineradores para que a operação seja finalizada. Os mineradores emprestam a capacidade analítica de seus computadores para a rede e, como forma de bonificação, recebem 25 bitcoins por operação completada.
5 Para cada transação, é gerada uma chave pública — uma senha que permite a qualquer membro da rede verificar se a operação é válida, embora ninguém possa identificar os envolvidos nela.
Confira abaixo as vantagens e as desvantagens envolvidas no uso do bitcoin
Vantagens
• É possível enviar dinheiro para qualquer lugar do mundo sem pagar as altas taxas de transferência cobradas pelos bancos.
• Qualquer membro da rede pode ver quais transações foram feitas, o que reduz a possibilidade de fraudes. O valor e o horário das operações são registrados, mas os usuários permanecem anônimos — a menos que alterem seu nível de privacidade.
• No Brasil, só 52 estabelecimentos admitem bitcoins como forma de pagamento. Parece pouco, mas esse número já é o dobro do que existia até o fim do ano passado.
• É possível trocar reais por dólares ou qualquer moeda estrangeira sem incidência do imposto sobre operações financeiras (IOF), que chegou a 6,38% em 2013. Basta comprar bitcoins com moeda nacional e vendê-los na moeda desejada.
Riscos
• Não há a quem recorrer em caso de fraude ou quebra de uma casa de câmbio de bitcoins.
• Como não é uma moeda regulamentada, o valor do bitcoin pode oscilar mais de 100% em um dia. Sua alta volatilidade faz com que ele não seja indicado como investimento.
• Assim como qualquer coisa que só existe o mundo virtual, carteiras e contas podem ser invadidas por hackers.
• Ainda são poucos os estabelecimentos ou prestadores de serviços que aceitam essa moeda
Fonte EXAME
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A moeda virtual bitcoin ganha simpatia; isso é bom?

São Paulo - O americano Sapan Shah, de 24 anos, é dono de uma franquia da rede de lanchonetes Subway em Allentown, no estado americano da Pensilvânia. Até novembro, seus clientes pagavam os sanduíches com dinheiro ou cartão. Mas Shah, um entusiasta de tecnologia, decidiu inovar.
Depois de ler notícias de que restaurantes na Rússia já aceitavam a moeda virtual bitcoin como forma de pagamento, resolveu seguir o mesmo caminho. Além de despertar a curiosidade de parte dos 110 000 habitantes de Allentown, Shah ganhou as páginas de dezenas de sites e jornais americanos como o primeiro lojista de uma grande rede a aceitar o bitcoin — uma moeda virtual gerada de um software desenvolvido por um grupo anônimo de programadores.
“Queria algo que pudesse me livrar das altas taxas cobradas pelos cartões”, afirma Shah. O salto de popularidade da moeda veio pouco depois. Em meados de novembro, Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, o banco central americano, deu a primeira declaração oficial sobre o tema.
“As moedas virtuais serão promissoras no longo prazo caso permitam pagamentos rápidos, seguros e eficientes”, escreveu, sem mais detalhes, numa carta enviada ao Senado. No mesmo dia, o valor de um bitcoin subiu 50%, para 785 dólares. No fim de novembro, já valia 1 000 dólares.
A grande diferença entre o bitcoin e o sistema monetário tradicional é a ausência de um banco central que controle a emissão de dinheiro. No caso do bitcoin, isso é feito por um software desenvolvido no fim de 2008 por programadores cuja identidade até hoje não é conhecida.
O software foi programado para automaticamente propor problemas matemáticos pela internet ao longo de anos. Para os que conseguem realizá-los primeiro, o software envia um código que equivale a uma unidade da moeda. Os ganhadores podem guardar o código, usá-lo para fazer uma compra ou trocá-lo por uma moeda tradicional em casas de câmbio.
Quem não tem aptidão matemática pode simplesmente ir a uma dessas casas de câmbio e comprar a moeda. “Nunca houve um dinheiro paralelo tão popular, com operações entre vários países”, diz o inglês Garrick Hileman, professor de história econômica da London School of Economics.
Apesar da expansão inédita, a primeira impressão é que o barulho gerado pela moeda ainda é muito maior do que sua relevância para o sistema financeiro. Em todo o mundo, apenas 12 000 estabelecimentos aceitam os bitcoins — só a região do Brás, em São Paulo, tem 5 000 lojas.
O volume financeiro transacionado por bitcoins hoje é de 12 bilhões de dólares. Para comparar com outras modalidades, o sistema de pagamento online PayPal, que, além de aceitar cartões, tem o próprio modelo de moeda virtual, processou 145 bilhões de dólares em 2012.
“Os bitcoins só vão ser úteis se todo mundo adotá-los, como qualquer moe­da”, diz Rodrigo Azevedo, ex-diretor de Política Monetária do Banco Central. “Por enquanto, é apenas uma moda.” A maior preocupação dos entusiastas do bitcoin hoje é tentar conter o uso da moeda em atividades ilícitas.
Em outubro, o FBI fechou a loja virtual The Silk Road, que vendia drogas e documentos falsos pela internet e recebeu cerca de 1,2 bilhão de dólares somente em ­bitcoins. Em março, os Estados Unidos incluíram administradores e casas de câmbio de moedas virtuais na lista de empresas que devem se registrar no Departamento do Tesouro.
“Focamos a regulação de instituições, e não o usuário, porque esperamos que elas participem da proteção do sistema”, diz Jennifer Calvery, diretora do departamento que cuida de crimes financeiros do Tesouro americano.
Apesar de o bitcoin ser apontado como um sistema financeiro inovador, a ideia de ter um controle descentralizado não é nova. Até o século 17, eram os bancos privados que emitiam moedas. De lá para cá, a evolução da economia e do comércio levou à criação de bancos centrais para evitar os frequentes períodos de instabilidade. O histórico desde então tem sido positivo.
“Durante todo o século 20 e o começo do século 21, tivemos apenas duas crises de grandes proporções, em 1930 e em 2008. O sistema tradicional tem sido, de longe, o mais eficiente”, diz Alexandre Schwartsman, ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central. Sem uma instituição que estabilize os preços, moedas como o bitcoin ficam à mercê da especulação, tornando-se um ativo de alta volatilidade. Foi o que ocorreu em abril, quando o preço do bitcoin caiu pela metade sem motivo aparente.
Por enquanto, isso parece não assustar parte dos investidores. Os irmãos Tyler e Cameron Winklevoss, famosos por acusarem Mark Zuckerberg de ter roubado deles a ideia da rede social Facebook, pediram em julho autorização para criar um fundo negociado em bolsa cujas cotas variam conforme o valor dos bitcoins.
“Queremos que as pessoas comprem bitcoins de maneira tão simples quanto uma ação da ­Apple”, diz Cameron. Outro fundo, com 8,2 milhões sob gestão, foi lançado em setembro no SecondMarket, bolsa americana que negocia ativos de alto risco. Alguns economistas gostam de comparar o bitcoin ao ouro: é algo difícil de conseguir e que está sendo usado como uma reserva de valor alternativa. O problema é que — virtual e sem autoridade monetária — o ouro eletrônico pode virar latão.
EXAME
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Sites que aceitam pagseguro 2017 Hospedagens de Sites que Aceitam Bitcoin como Pagamento TOP 6 LOJAS BRASILEIRAS que ACEITAM PAGAMENTO PELO PAYPAL 2019 5 FORMAS de USAR BITCOINS no seu DIA A DIA DESVANTAGENS DO BITCOIN  BITCOIN VALE A PENA?

Lojas que aceitam Bitcoin (Internacionais) Mantendo tudo isso em mente, empresas e lojas que decidiram ficar com o Bitcoin são as seguintes: Expedia: uma empresa de viagens popular que agrega os preços de hotéis e voos para você gratuitamente, gratuitamente.; Overstock: Uma loja de compras on-line popular que vende praticamente tudo o que você precisa. 12 serviços para pagar com Bitcoin Como já mencionado antes, como as criptomoedas estão se popularizando cada vez mais, já existem várias lojas físicas e virtuais no Brasil e ao longo do mundo que as aceitam como forma de pagamento. A Amazon está entre as lojas que aceitam Bitcoin. A varejista é uma das mais reconhecidas do mundo e oferece mais de 15 milhões de produtos, em categorias que incluem Moda, Esportes, Livros, Eletrônicos e Utensílios para Casa, Cozinha e Escritório. Para fazer sua compra utilizando Bitcoin você vai precisar criar sua “lista de desejos Lojas que aceitam bitcoin. Lojas que aceitam bitcoin. O que comprar com bitcoins O aplicativo de relacionamento OkCupid conta com uma lista de recursos premium para quem pagar com moedas virtuais e a Bloomberg. Bitcoin é pirâmide? Além desses, existem outros gateways de pagamentos para quem deseja receber a criptomoeda como o Zpay e Bitpay. Principais lojas que aceitam Bitcoin no Brasil: AT&T : A terceira maior empresa de telefonia do mundo anunciou que aceita bitcoin para pagamento de contas. Ela se tornou a primeira grande operadora a aceitar a moeda digital.

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